Michel Augusto

reforma

Sola Scriptura, Tradição e Liberalismo Teólogico

 Sola Scriptura, Tradição e Liberalismo Teológico

Reflexão 500 anos da Reforma

Por Michel Augusto

            A efervescência da teologia reformada no Brasil é algo importante e traduz o triunfo do Evangelho sobre as deformidades enfrentadas no meio evangélico brasileiro. A “ênfase da Reforma sobre a Palavra escrita e pregada representa um profundo desafio da igreja de hoje quando ela tenta proclamar o Evangelho ao mundo contemporâneo[1]”. Porém, é preocupante a forma pela qual o Sola Scriptura tem sido tratado em algumas cabeças “teológicas”. A empolgação é tamanha que, a defesa do Sola Scriptura, tem anulado a tradição e isso pode ser tornar um tiro no pé. Senão, vejamos:

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Evangelho, Catolicidade e Reforma

[Reflexões 500 anos]

Por Michel Augusto

 O marco protestante foi uma consideração consistente do retorno às Escrituras Sagradas, fazendo com que o Evangelho se tornasse amplamente acessível ao povo. Foi o movimento da Palavra, onde a pregação voltou a pulsar nos diversos púlpitos da Europa. Não significa dizer que antes da Reforma não houvesse nenhuma virtude do Evangelho, mas que o ápice se deu no século XVI. Após 500 anos, e um crescimento fenomenal da fé reformada no Brasil e em outras partes do mundo, faz-se necessário uma reflexão honesta do futuro dessa identidade. Vejamos:

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Para quem você entregaria o púlpito da igreja?

Por Michel Augusto

            Nos últimos dias foi noticiado que, numa igreja evangélica do Rio de Janeiro, um padre famoso ministrou numa igreja evangélica de um pastor e cantor, também famoso. Bom, o que penso sobre isso?

  1. A reflexão tem que partir da coerência teológica que deve ser vivida no contexto da história da igreja, partindo do que aconteceu na Reforma. Com isso, não afirmo que se deve travar uma guerra religiosa contra os católicos romanos, mas que a identidade de ambos os grupos tem alguns pontos em comum, e outros bem distantes;
  2. O nosso problema não é somente com o padre católico romano, mas também com muitos pastores evangélicos, que se entregaram ao neopentecostalismo e outros, ao liberalismo teológico;
  3. Embora os cristãos (católicos e protestantes) tenham credos em comum, os protestante partem de princípios que não são aceitos e nem tratados no catolicismo romano e vice-versa;
  4. Não convidaria um padre e nem alguns pastores evangélicos para o púlpito da igreja que pastoreio, por vários motivos: I. Mensagem humanista; II. Falta do aspecto cristocêntrico na pregação; III. Questões meritórias na doutrina da salvação; IV. Tradição tratada em grau superior às Escrituras; Entre outros;

Não confiaria o púlpito à um padre e também à alguns líderes evangélicos, pelos motivos acima citados. Com isso, não estou dizendo que não há questões em comum na cristandade, mas que alguns pontos tratados no século XVI precisam passar por uma reflexão contínua, pois a reforma continua!

Michel Augusto é um cristão reformado calvinista. Pastor e teólogo. Doutorando e Mestre em Teologia pelas Faculdades EST – bolsista pela Capes. Bacharel em Direito e Teologia. É professor de Teologia Pastoral na FTRB – Faculdade Teológica Reformada de Brasília. Pastor da Igreja Batista Deus é Luz. Membro da Ordem de Ministros Batistas Nacionais/DF e OAB/DF. Áreas de pesquisa acadêmica: Pregação em Calvino; Teologia Pastoral; Teologia da Musicalidade. (Bolsista Capes) 

 

Série 499 anos da Reforma: Uma Defesa contra a acusação de “Reformolatria”

Os temas da Reforma Protestante estão sendo despertados na nação brasileira como nunca vimos. Temos visto uma multidão de jovens e também muitos pastores se interessando por um boa teologia, questionando os valores do evangelicalismo atual e organizando-se num verdadeiro protesto nacional. Será que isto é apenas um movimento idólatra, como pressupõe os depoentes contrários à teologia reformada, ou uma legítima luta pela fé bíblica e resgate da tradição que honra as Escrituras Sagradas?

Por Michel Augusto

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Por Uma Comunhão Cristã Reformada

Quando falamos em comunhão, o primeiro pensamento que surge é o da convergência de pensamentos em torno de um propósito. Esse tipo de comunhão é quase impossível em todos os ambientes que se trabalha a unidade, pois em um ponto ou outro, sempre haverá uma certa discordância.  No meio reformado isso não é diferente. Temos discordância acerca do batismo, ceia, escatologia e outros pontos, mas temos pontos de convergência que nos possibilitam conviver harmoniosamente em comunhão e que podem gerar uma cosmovisão que honra os principais temas da fé bíblica.

Por Michel Augusto

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