Michel Augusto

pregação

A música servindo à pregação

A música servindo à pregação

Por Kent Hughes

Adaptado por Michel Augusto

Quando tratamos de musicalidade, nos referimos à um tema fruto de muitos debates em virtude da complexa arte e questões culturais nela envolvida. A missão é transcultural e nesse contexto, a música tem vários formatos e estilos, mas na cristandade existe um eixo que unifica todos os formatos musicais – conteúdo. D.A. Carson, como organizador da obra “Louvor, Análise Teológica Prática”, se preocupa com as diversas tradições cristãs, unificando todas elas em torno do propósito da música cristã para o povo de Deus. Vejamos o propósito da música à pregação:

Read more

10 lições iniciais sobre o Sermão Expositivo extraídos de Timothy Keller

10 lições sobre o Sermão Expositivo extraídos de Timothy Keller

Timothy Keller é um expositor que consegue unir os princípios da pregação expositiva, sem, contudo, perder de vista os aspectos da cultura que precisam ser enfrentados. Nesse sentido, ele se torna um exemplo de pregador bem fundamento e não enfadonho, com uma boa doutrina e aplicações culturais satisfazendo os anseios da exposição bíblica. Keller é conservador e honesto.  Seguem dez lições preliminares da obra do autor sobre pregação:

Read more

Para quem você entregaria o púlpito da igreja?

Por Michel Augusto

            Nos últimos dias foi noticiado que, numa igreja evangélica do Rio de Janeiro, um padre famoso ministrou numa igreja evangélica de um pastor e cantor, também famoso. Bom, o que penso sobre isso?

  1. A reflexão tem que partir da coerência teológica que deve ser vivida no contexto da história da igreja, partindo do que aconteceu na Reforma. Com isso, não afirmo que se deve travar uma guerra religiosa contra os católicos romanos, mas que a identidade de ambos os grupos tem alguns pontos em comum, e outros bem distantes;
  2. O nosso problema não é somente com o padre católico romano, mas também com muitos pastores evangélicos, que se entregaram ao neopentecostalismo e outros, ao liberalismo teológico;
  3. Embora os cristãos (católicos e protestantes) tenham credos em comum, os protestante partem de princípios que não são aceitos e nem tratados no catolicismo romano e vice-versa;
  4. Não convidaria um padre e nem alguns pastores evangélicos para o púlpito da igreja que pastoreio, por vários motivos: I. Mensagem humanista; II. Falta do aspecto cristocêntrico na pregação; III. Questões meritórias na doutrina da salvação; IV. Tradição tratada em grau superior às Escrituras; Entre outros;

Não confiaria o púlpito à um padre e também à alguns líderes evangélicos, pelos motivos acima citados. Com isso, não estou dizendo que não há questões em comum na cristandade, mas que alguns pontos tratados no século XVI precisam passar por uma reflexão contínua, pois a reforma continua!

Michel Augusto é um cristão reformado calvinista. Pastor e teólogo. Doutorando e Mestre em Teologia pelas Faculdades EST – bolsista pela Capes. Bacharel em Direito e Teologia. É professor de Teologia Pastoral na FTRB – Faculdade Teológica Reformada de Brasília. Pastor da Igreja Batista Deus é Luz. Membro da Ordem de Ministros Batistas Nacionais/DF e OAB/DF. Áreas de pesquisa acadêmica: Pregação em Calvino; Teologia Pastoral; Teologia da Musicalidade. (Bolsista Capes) 

 

3 áreas da cristandade que requerem uma reflexão mais profunda

Por Michel Augusto

      Quero confessar o meu sofrimento ao chegar nos dias anteriores à virada de ano. Tal sofrimento não diz respeito à nostalgia, mas às inúmeras frases de efeito propagadas nas redes sociais, que denotam o quanto a espiritualidade cristã tem sido reduzida à confissões positivas e coisas do gênero. Sendo assim, enumero abaixo algumas áreas da cristandade, especificamente na ala evangélica protestante, que precisam de uma reflexão maior:

Read more

A pregação do evangelho e as espiritualidades pós-modernas

Michel Augusto

Breve Reflexão Teológica

Embora haja uma dificuldade de definir o termo espiritualidade cristã em detrimento das inúmeras abordagens possíveis na história do cristianismo, é importante que se traga uma definição básica da mesma. “Esta seria o relacionamento profundo com Deus Pai, mediado pela cruz de Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo[1]”. Seria melhor falar de discipulado do que espiritualidade, pois o termo abrange noções dos “cristãos da Idade Média como modelo para hoje[2]”. No entanto, usaremos o termo com muita cautela, traçando distintivos, por exemplo, entre esta e a mística. Misticismo é uma “abordagem à fé cristã que enfatiza especialmente o aspecto relacional, espiritual ou experimental da fé, em contraste com os aspectos mais cognitivos ou intelectuais, tradicionalmente atribuídos ao campo da teologia[3]”.

Read more

Implicações práticas do sermão no contexto pluralista religioso pós-moderno

Implicações práticas do sermão no contexto pluralista religioso pós-moderno

Michel Augusto

Reflexão teológica baseada em artigo acadêmico

Considerações iniciais

            Há um abismo contextual entre o mundo bíblico e o contemporâneo. Esse abismo é amenizado ao se aplicar o texto ao ambiente do ouvinte. No entanto, quem ouve a mensagem vive num período com características próprias. O mundo pós-moderno tem fatores determinantes na vida do ouvinte e assim sendo, deve fazer parte da contextualização nas implicações práticas de um sermão, pois os ouvintes enfrentam desafios na sociedade, cultura e família.

Read more