Michel Augusto

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Para quem você entregaria o púlpito da igreja?

Por Michel Augusto

            Nos últimos dias foi noticiado que, numa igreja evangélica do Rio de Janeiro, um padre famoso ministrou numa igreja evangélica de um pastor e cantor, também famoso. Bom, o que penso sobre isso?

  1. A reflexão tem que partir da coerência teológica que deve ser vivida no contexto da história da igreja, partindo do que aconteceu na Reforma. Com isso, não afirmo que se deve travar uma guerra religiosa contra os católicos romanos, mas que a identidade de ambos os grupos tem alguns pontos em comum, e outros bem distantes;
  2. O nosso problema não é somente com o padre católico romano, mas também com muitos pastores evangélicos, que se entregaram ao neopentecostalismo e outros, ao liberalismo teológico;
  3. Embora os cristãos (católicos e protestantes) tenham credos em comum, os protestante partem de princípios que não são aceitos e nem tratados no catolicismo romano e vice-versa;
  4. Não convidaria um padre e nem alguns pastores evangélicos para o púlpito da igreja que pastoreio, por vários motivos: I. Mensagem humanista; II. Falta do aspecto cristocêntrico na pregação; III. Questões meritórias na doutrina da salvação; IV. Tradição tratada em grau superior às Escrituras; Entre outros;

Não confiaria o púlpito à um padre e também à alguns líderes evangélicos, pelos motivos acima citados. Com isso, não estou dizendo que não há questões em comum na cristandade, mas que alguns pontos tratados no século XVI precisam passar por uma reflexão contínua, pois a reforma continua!

Michel Augusto é um cristão reformado calvinista. Pastor e teólogo. Doutorando e Mestre em Teologia pelas Faculdades EST – bolsista pela Capes. Bacharel em Direito e Teologia. É professor de Teologia Pastoral na FTRB – Faculdade Teológica Reformada de Brasília. Pastor da Igreja Batista Deus é Luz. Membro da Ordem de Ministros Batistas Nacionais/DF e OAB/DF. Áreas de pesquisa acadêmica: Pregação em Calvino; Teologia Pastoral; Teologia da Musicalidade. (Bolsista Capes) 

 

Uma Igreja Batista Pode ser Reformada?

 Uma igreja batista pode ser reformada?

 

A nossa proposta de teologia é “trabalhar a partir do Evangelho. Isso implica um não ao: pragmatismo, superficialidade doutrinária, falta de reflexão e filosofia motivada por métodos. A renovação que precisamos é advinda do próprio evangelho, que nos leva a viver a graça em todos os aspectos da vida, para que o ministério não seja marcado pelo legalismo e nem pelo intelectualismo frio[1]”, e nem antinomismo.

Assim sendo, “se quisermos permanecer fiéis às Escrituras e ao Senhor Jesus Cristo, devemos batalhar “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd 3). Nosso maior tesouro é a autoridade da Palavra de Deus. Se perdemos a compreensão das Escrituras, também iremos perder a compreensão do Evangelho. Esses princípios estavam no centro do debate do século XVI e devem ser recuperadas. O crente deve estudar as Escrituras e defender as verdades bíblicas para não ser arrastado para longe da verdade”[2].

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3 áreas da cristandade que requerem uma reflexão mais profunda

Por Michel Augusto

      Quero confessar o meu sofrimento ao chegar nos dias anteriores à virada de ano. Tal sofrimento não diz respeito à nostalgia, mas às inúmeras frases de efeito propagadas nas redes sociais, que denotam o quanto a espiritualidade cristã tem sido reduzida à confissões positivas e coisas do gênero. Sendo assim, enumero abaixo algumas áreas da cristandade, especificamente na ala evangélica protestante, que precisam de uma reflexão maior:

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10 Lições dos meus 15 anos de pastorado

Por Michel Augusto 

O tempo passa rápido! Outro dia estava começando o ministério pastoral, com expectativas apaixonantes e com uma vontade enorme de pregar o Evangelho e cumprir a missão de Deus através de Cristo. Sei que tenho muito a aprender e que quinze anos é uma fase intermediária ministerial, mas que me trouxe pelo menos 10 lições preciosas que queria compartilhar com vocês. Senão, vejamos:

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10 Lições dos meus 15 anos de pastorado

 

O tempo passa rápido! Outro dia estava começando o ministério pastoral, com expectativas apaixonantes e com uma vontade enorme de pregar o Evangelho e cumprir a missão de Deus através de Cristo. Sei que tenho muito a aprender e que quinze anos é uma fase intermediária ministerial, mas que me trouxe pelo menos 10 lições preciosas que queria compartilhar com vocês. Senão, vejamos:

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