Michel Augusto

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10 características de pessoas que vivem a justiça própria.

Por Michel Augusto

A justiça própria é um sentimento devastador que faz parte de pessoas religiosas ou não. O problema é que esse estilo de vida se observa em pessoas que divulgam o Evangelho de Cristo. É contraditório falar das Escrituras Sagradas, e ao mesmo tempo viver de forma meritocrática. Segue algumas características de pessoas que vivem a justiça própria:

1) Dificuldade de entender a graça salvadora, por se tratar de algo sem mérito

2) Não diferencia a justificação e santificação;

3) Espírito de vingança. As dificuldades alheias são encaradas como se fossem a mão divina contra algum pecado supostamente cometido; 

4) Dificuldade de lidar com o perdão divino na vida do próximo;

5) Não consegue definir os extremos do legalismo e antinomismo;

6) A oração, jejum e leitura bíblica produzem arrogância ao invés de humildade.  Paradoxal, não é ? Poderia produzir uma dependência maior, mas o efeito é contrário. Isso não é culpa dos meios, mas a forma como tais recursos são encarados na vida cristã;

7) Dificuldade de definir graça especial e graça comum. Reduzem a ação divina à esfera da igreja.

8 ) Dicotomias entre sagrado e secular. Pelo fato de terem vindo de uma realidade totalmente pervertida, não conseguem identificar nada como algo bom. Não conseguem ver a mão de Deus na vida, sociedade, cultura. É claro que nem tudo vem de Deus, mas não podemos separar a esfera de atuação divina.

9) São pessoas extremamente críticas. Vivem um perfeccionismo hipócrita, pois não conseguem atar na propria vida os fardos pesados que lançam sobre os outros. Vivem num clima constante de divisão, por se considerarem superiores em espiritualidade.

10) Vivem em função de encontrar falhas no próximo. O alimento do justiceiro é descobrir os pecados alheios e definir o que a Bíblia não categoriza como pecado.

Quando falamos de justiça própria, não estamos dizendo que temos que aceitar tudo e viver num clima de tolerância a tudo. Estamos nos referindo aos excessos na vida cristã que são cometidos por todos nós em alguma fase da nossa história. Julgar é bíblico, mas precisa ser de forma responsável e prudente (Mt 7).

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