Michel Augusto

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Quatro questões sobre Espiritualidade Cristã

 Por Michel Augusto

                       Espiritualidade é um tema nevrálgico na história da igreja. Temos um núcleo central em Cristo e variantes nos Apóstolos, Pais da igreja, Idade Média, Reforma, até os dias atuais. É algo difícil de se definir, pois confundimos atos externos com internos, usos e costumes com princípios de espiritualidade bíblica etc. Destaco aqui quatro pontos não exaustivos sobre o tema. Vejamos:

I. Uma Espiritualidade Cristã Horizontal. O ato de “chorar com os que choram ou se alegrar com os que se alegram (Rm12.15)” é uma prática que pode ser evidenciada em qualquer homem religioso, mas aqueles que foram justificados por Cristo fazem isso levando em consideração a prática cristã que glorifica a Deus. Esse ato deve ser entendido assim: 1) Se compadecer com a dor do outro ou se alegrar com a ação de graças; 2) Ajudar o próximo ou cantar com ele; 3) sofrer com o próximo ou jubilar com ele; 4) Se identificar com o próximo nas suas lutas ou glorificar a Deus pelas dádivas alcançadas; 5) Estender as mãos no momento da dor ou abraçar o próximo no dia da sua alforria.

II. Uma Espiritualidade Cristã Equilibrada pelo Evangelho. 1) Não posso ser politicamente correto e nem impiedoso; 2) Não posso ser complacente com o pecado e nem categorizar o pecado conforme os usos e costumes; 3) Não posso amar a cultura e nem dizer que a Bíblia ignora o processo cultural; 4) Nosso ponto de partida é a Bíblia Sagrada, mas não de forma parcial; 5) Não posso usar parte das Escrituras para acomodar o meu ponto de vista.

III. Uma Espiritualidade Cristã sem Dicotomias. 1) Algo que me faça parecer mais com homens do que com anjos, como o Cristo que, embora sendo Deus, se fez carne; 2) Algo que me leve à teologia da cruz e não à da glória; 4) Algo que não queira demonstrar publicamente a consagração individual, como oração, jejum ou leitura da Bíblia; 5) Algo que não me afaste do céu e nem que despreza o mundo de Deus; 6) Algo que agradeça pela Graça da Salvação e não despreze a Graça comum; 7) Algo que não me dicotomize, criando a separação entre santo e secular; 8) Algo que seja cristocêntrico e bibliocêntrico.

IV. Uma Espiritualidade Cristã conforme Jesus, o Cristo. 1) Confrontava, mas consolava; 2) Julgava, mas proibiu o juízo imprudente (Mt 7); 3) Tinha um ministério público, mas não desprezava o ministério privado; 4) Homem divino de oração e jejum (Mt 4), mas advertiu contra o farisaísmo judaico;

Jesus cumpriu a lei, mas nos ensinou que a verdadeira espiritualidade era vivê-la interiormente. Simplesmente Jesus! Totalmente homem e totalmente Deus. Somente Cristo.

 

 

 

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