Michel Augusto

Blog

7 Atitudes comuns de quem vive em função de criticar a igreja

Por Michel Augusto

 É importante termos uma mentalidade crítica e refletirmos os aspectos da nossa fé e prática, pois a igreja vive uma reforma constantemente. No entanto, tenho observado que o mundo evangélico se tornou um ambiente com excesso de críticas em todos os aspectos. A igreja precisa sempre de reformas, mas não enxergar as virtudes do povo de Deus, oriundas do próprio Cristo, é sinal de doença crônica de pessoas que precisam ser tratadas. Segue algumas atitudes de quem vive em função de criticar a igreja:

  1. Entenderam o Reino de Deus de forma parcial, pois desprezam um dos aspectos importantes deste Reino – a igreja;

  2. Entenderam o Reino de Deus de forma parcial, pois transformam a ação social como carro chefe da vida cristã. Carl Trueman[1] nos lembra que “de acordo com a teologia da reforma de Lutero, mesmo as nossas melhores obras humanas são como trapos imundos diante de Deus. Somente a justiça de Cristo é apta para produzir a salvação”. Embora muitos entendam esse aspecto soteriológico, transformam a ação social numa espécie de desencargo de consciência;

  3. Entenderam o Reino de Deus de forma parcial, pois desprezam o relacionamento interpessoal com os irmãos da congregação, por se acharem mais produtivos. A frase mais comum é: “Essa igreja não evangeliza, não faz missões, não visita os órfãos e viúvas”. Bom, muitas igreja sempre fizeram isso, mas nunca puderam contar com esses irmãos que criticam em excesso.

  4. Entenderam o Reino de Deus de forma parcial, pois não conseguem equilibrar a relação entre o ministério público e o privado;

  5. Entenderam o Reino de Deus de forma parcial, pois avaliam a igreja como se não fizessem parte dessa igreja;

  6. Entenderam o Reino de Deus de forma parcial, pois as críticas são válidas somente para terceiros;

  7. Entenderam o Reino de Deus de forma parcial, pois não entendem que a igreja tem duas expressões: universal (invisível) e local (visível);

A igreja precisa de muitos puxões de orelha, mas precisamos colocar um freio nessa relação doentia de críticas em excesso. Não podemos ser tolerantes com o pecado e nem intolerantes nos relacionamentos interpessoais. “Deus salva indivíduos para estabelecer um corpo unificado[2]”. Sigamos a Palavra de Deus: Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo (Efésios 4:1-7). Que tal equilibrarmos tudo isso, colocando Cristo no centro dessa história?

Notas

[1] TRUEMAN, Carl. Reforma, Ontem, Hoje e Amanhã. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2013, p. 471, KINDLE EDITION.

[2] SPROUL, R. C. Somos todos Teólogos. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2017, Kindle Edition, p. 3.800.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *