Michel Augusto

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A música na perspectiva de João Calvino

Por Henry R. Van Til / Adaptado por Michel Augusto

“A música é a principal de todas as artes. O objeto da música é Deus e sua criação”. Van Til descreve um pouco da visão teológica da musicalidade em Calvino. Vejamos:

  1. Embora Calvino não rejeitasse o uso de hinos, preferia usar os Salmos de Davi na adoração pública;
  2. A música é o reservatório ilimitado de poder, pois move nossos corações para usar o nome de Deus de maneira mais honesta;
  3. Por ela, somos fortes na tentação e em face de perseguição, ela renova a alma;
  4. Por meio do canto, a igreja é construída e seus membros são unidos no santo laço do amor;
  5. Calvino não condenava a música secular, a saber, aquela que teve a criação de Deus como seu objeto. Mas o secular pode não ser divino; ela deve servir para glorificar a Deus, de modo indireto, por meio de nossa alegria e enlevação. Portanto, a música que degrada, que corrompe os boas maneiras, que agrada a carne deve ser rejeitada;
  6. A música tem um poder secreto e incrível de mover os corações. Quando palavras malignas são acompanhadas pelas músicas, elas penetram mais profundamente e o veneno entra como vinho por meio de um funil no tonel;
  7. Antes de Calvino, as igrejas reformadas da França não conheciam o cântico congregacional. Doumergue relata que Calvino causou uma transformação revolucionária na cultura por meio da introdução dos salmos no culto de adoração. Na igreja católica havia um abuso e mau uso de música lasciva. Calvino foi chamado de o pai do Livro dos Salmos em virtude do uso dele nos cânticos;

Como resultado do trabalho intrépido e original de Calvino nesta fase da cultura cristã, os mestres protestantes cultivaram o ritmo, a tonicidade e a melodia nos salmos. Assim, o sacerdócio dos crentes ganhava expressão nos cultos calvinistas. As ideias de Calvino, que podem ser encontradas no Prefácio do Saltério de Genebra, foram um grande impacto na música sacra do século e formam a quinta-essência da estética musical da Reforma.

 

VAN TIL, Henry R. O Conceito Calvinista de Cultura. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010, p. 132.

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