Michel Augusto

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15 dicas para aprimorar o raciocínio e reflexão bíblica e teológica

Por Michel Augusto

Nem todos buscarão apurar uma reflexão bíblica e teológica para o fim do desenvolvimento argumentativo. Mas, os que estão circulando nesse ambiente, precisam se submeter à alguns princípios fundamentais. De forma não exaustiva, segue algumas dicas:

  1. O conhecimento não acontece por osmose; ele precisa ser adquirido;
  2. Quando se trata da revelação divina, expressa nas Escrituras Sagradas, dependemos do Espírito Santo e os meios por ele designados, como a pregação e o ensino (Mt 28.20 ss; 2 Tm 3.16).
  3. A leitura deve fazer parte do processo do conhecimento, não sendo a única forma do aprimoramento, mas  essencial;
  4. Precisamos ter um conhecimento da história da igreja e da teologia para que possamos nos situar, argumentar e criar pressupostos;
  5. A tradição não está acima e nem em paridade com as Escrituras, mas devemos identificar a tradição que mais se submete às Escrituras. A Bíblia está acima da tradição, mas a tradição não é nula. Isso é importante para não cairmos no relativismo;
  6. Entender as metodologias de interpretação bíblica que foram desenvolvidas ao longo da história da igreja e não ficar neutro nesse processo. Precisamos ser honestos naquilo que falamos ou escrevemos;
  7. Parafraseando o Millard Erickson(1), “muitos querem viver uma teologia independente, sem se submeter à algo mais sólido”. Isso é arrogância, que não reflete o academicismo e mostra uma imaturidade teológica;
  8. Quem não pratica a leitura, escreve mal e não consegue expressar de forma clara e convincente o respectivo pensamento;
  9. A falta da leitura atrapalha o processo da reflexão e aplicação de princípios bíblicos e teológicos;
  10. O poder da argumentação nasce após um processo longo de leitura e ensino. A precocidade bíblica e teológica pode prejudicar. Nos relatos bíblicos e na história da igreja, houveram exceções, mas foram exceções!
  11. Os debates podem ser aprimorados a partir do conhecimento de causa da matéria. Não ousemos discutir algo que não temos segurança para tratar;
  12. Como relata Kevin Vanhoozer(2), “precisamos conhecer um pouco de tudo e sermos especialistas”;
  13. Sejamos humildes em reconhecer que precisamos apurar o conhecimento em algumas áreas, para depois, discuti-lo;
  14. Ser honesto com as citações. Uma produção textual própria pode acontecer, mas demanda tempo e não está livre de citações bibliográficas;
  15. A glória de Deus deve ser o alvo de toda reflexão, discursão e debate bíblico e teológico.

A dificuldade em argumentar e debater temas bíblicos e teológicos é normal, mas pode ser superada mediante a disciplina de leituras direcionadas para tal fim. Lembre-se: o conhecimento não é adquirido por osmose!

Soli Deo Gloria

Notas Bibliográficas


(1) ERICKSON, Millard. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Editora Vida Nova, 2004.

(2) VANHOOZER, Kevin. O pastor como teólogo público. São Paulo: Editora Vida Nova, 2016.

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