Michel Augusto

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Série 499 anos da Reforma: Uma defesa contra a acusação de “bibliolatria”

A reforma protestante foi um marco histórico na vida da igreja de Cristo! A relevância da reforma não reside nela mesma, mas na luta travada pelos seus responsáveis no tocante ao retorno às Escrituras Sagradas. Quando dizemos “Sagradas”, arrumamos uma briga com aqueles que acusam os reformadores e os reformados atuais de serem “bibliólatras”.

Por Michel Augusto

A “bibliolatria” é uma acusação acerca de uma suposta “inocência” exegética por parte dos reformados, que os levam a “idolatrar” a bíblia como única regra de fé e prática. É bem sabido que os reformados usam a metodologia histórico-gramatical na atividade de interpretação das Escrituras, mas tal método não ignora as variações textuais averiguadas na exegese das diversas literaturas na bíblia. O que os reformados afirmam e defendem academicamente é que, mesmo havendo tais variações, as mesmas não alteram o processo de credibilidade das Escrituras Sagradas, por motivos sempre bem elucidados pela metodologia citada.

A acusação de sermos “bibliólatras”, passa também pelo apego que o reformado possui ao texto bíblico. A história da interpretação bíblica aponta alguns deslocamentos que tiraram os pastores, teólogos e igrejas do foco escriturístico para uma análise subjetiva religiosa. A interpretação da pós-modernidade é voltada para o leitor e não para a intenção que o autor do texto bíblico pretendia. Esse deslocamento é usado por muitos exegetas atuais, trazendo a acusação tratada neste breve texto.

A academia faz parte da vida do pastor e teólogo, mas sempre levando em consideração que o povo de Deus deve ser beneficiado com o processo teológico. Falar honestamente acerca da bíblia não significa que temos que aceitar metodologias liberais para encontrarmos o significado final de um texto. A metodologia interpretativa usada pelos reformados não é ingênua, mas piedosa quanto à finalidade do processo interpretativo.

Ser bibliólatra é acreditar que a Escrituras é inspirada, inerrante e autoritativa em matéria de fé e conduta. Ser bibliólatra é buscar uma cosmovisão centrada na Revelação Divina. Ser bibliólatra é interpretar a vida sob os aspectos da criação, queda e redenção por meio de Cristo, somente. Ser bibliólatra é continuar no uso dos pressupostos da reforma e ortodoxia, como metodologia interpretativa que honra o texto bíblico. Sejamos bibliólatras!

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