Michel Augusto

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Série 499 anos da Reforma: Uma Defesa contra a acusação de “Reformolatria”

Os temas da Reforma Protestante estão sendo despertados na nação brasileira como nunca vimos. Temos visto uma multidão de jovens e também muitos pastores se interessando por um boa teologia, questionando os valores do evangelicalismo atual e organizando-se num verdadeiro protesto nacional. Será que isto é apenas um movimento idólatra, como pressupõe os depoentes contrários à teologia reformada, ou uma legítima luta pela fé bíblica e resgate da tradição que honra as Escrituras Sagradas?

Por Michel Augusto

Quando falamos em Reforma, nos referimos ao retorno à autoridade final das Escrituras Sagradas em matéria de fé e prática na vida da igreja. É uma luta antiga e atual, pois em toda a história da igreja tivemos altos e baixos no tocante à manutenção da fé bíblica. Seja no período neotestamentário, idade média, modernidade, onde aflorou o liberalismo teológico e atualmente, temos uma luta travada entre aqueles que defendem as Escrituras e os que tentam reduzi-la à alguns enunciados históricos, apenas.

A acusação de que os adeptos da reforma vivem uma “reformolatria se dá por vários motivos, mas tenho pensado que o principal seja o de que os reformados se rendem às Escrituras de tal forma, que acabam desenvolvendo uma “bibliolatria”, não sobrando espaço para cosmovisões que desonram a tríade criação, queda e redenção. Na verdade, essa acusação contra os reformados é uma velha tentativa de desviar o foco do povo de Deus para um tipo de humanismo que desonra o conjunto de livros (Bíblia) como Palavra de Deus.

O retorno às Escrituras Sagradas tem beneficiado inúmeros líderes e igrejas no Brasil e no mundo. Precisamos entender que falar de reforma é destacar um momento histórico que se torna recorrente para o povo de Deus em todas as épocas.

O segundo apelido que os reformados recebem é o de “bibliolátras”. Mas, vamos deixar esse tema para a próxima postagem.

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