Michel Augusto

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A Nova Velha Heresia

A pós-modernidade é um período difícil de ser caracterizado. Chamamos de “pós”, mas não está totalmente definida. A contemporaneidade carrega características de todas as épocas, e apresenta os resquícios da modernidade, mas com uma diferença: a espiritualidade está viva, muito viva!

Por Michel Augusto

Vivemos no contexto de inúmeras manifestações de espiritualidade e ao mesmo tempo um sincretismo de conceitos. O maior problema não é o que acontece no cristianismo e outras religiões, mas a situação daqueles que se dizem “evangélicos” e afirmam terem uma raiz histórica no século XVI.

A manifestação da espiritualidade “evangélica” brasileira tem sido perigosa nos dias atuais. Temos presenciado “atos proféticos”, “intermediários de perdão de pecados” e uma israelatria. O rio Jordão e outros espaços bíblicos de Israel tem sido usados para as elocubrações e devaneios espirituais da mais alta periculosidade.

A espiritualidade do povo de Deus registrado na Palavra tem critérios definidos. A prática espiritual não pode ser desvinculada da doutrina. As manifestações heréticas acontecem pela falta de conhecimento apurado das Escrituras. A velha mania de “experimentar” Deus sem conhecer aquilo que é inerente ao “Ser de Deus” gera uma parafernalha de heresias destruidoras.

A Carta de Judas apresenta  um conteúdo semelhante à alguns temas tratados por Pedro na Segunda Epístola: Uma luta contra os falsos mestres. As heresias destruidoras já eram enfrentadas no período neotestamentário. Hoje, temos a “velha nova” heresia em contextos diferentes. Temos os falsos mestres declarados e alguns que acabam levando a fama. São homens que possuem uma boa intensão, mas uma péssima formação. A nossa exortação é para que eles voltem a estudar as Escrituras, pois senão correm o risco de serem catalogados conforme a primeira lista.

O desconhecimento das doutrinas da graça desaguam numa confusão redentora. Terminologias elementares da fé cristã quando ignoradas, faz com que o indivíduo seja imponderado de um suposto intermediário de perdão de pecados. Orações baseadas no sacerdócio do Antigo Testamento faz com que Cristo tenha que ser crucificado novamente pelos pecados. Essa era a mensagem aos Hebreus, registrado no Novo Testamento.

Precisamos frear as venhas novas heresias, pois senão veremos uma geração se perder com os encantos da espiritualidade contemporânea, destituída de fundamentos. Que as viagens a Israel sejam para o conhecimento histórico, geográfico e teológico. É claro que nos emocionamos ao pisar nas terras bíblicas, mas não podemos transformar uma caravana num celeiro de heresias e crendices. Atos proféticos em prol de perdão de pecados de terceiros não tem valor nenhum, pois a aliança de Deus com o seu povo foi efetivada na cruz de uma vez por todas”.

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