Michel Augusto

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O desafio de pastorear e ministrar na mesma igreja por muito tempo

O desafio de pastorear e ministrar na mesma igreja por muito tempo

Breve reflexão teológica

Por Michel Augusto

          Pastorear só é possível pelo fato da missão ser antes de tudo, do Senhor. Na grande comissão descrita por Mateus (28), Jesus deixou bem claro que o caminhada discipuladora não seria solitária. O ministério cristão em suas diversas expressões tem desafios diários. Em se tratando do ofício pastoral, especificamente daquele que é exercido por muito tempo no mesmo contexto, elenco alguns desafios:

  1. Desafio de relacionamento. Conviver com famílias por muito tempo pode se tornar desgastante para ambos os lados. Os atritos acontecem e precisam ser administrados com zelo bíblico;
  1. Desafio de ser o pregador principal. Quando digo principal, não me refiro a “melhor”, “único”, mas porque em igrejas históricas o pastor exerce o ofício de mestre no ensino e púlpito e fora dele, através da visitação, aconselhamento e organização ministerial. Expor o Evangelho no decorrer dos anos numa mesma congregação é uma tarefa nobre, cheia de alegrias, mas pode se tornar cansativa em virtude da reevangelização que se faz necessária no contexto pragmático evangélico;
  1. Desafio cultural da rotatividade. O trabalho pastoral entra num processo de exaurimento quando a rotatividade de crentes é cultural numa cidade. E parece que isso é um problema geral, pois a cultura do entretenimento e a fuga do compromisso local tem gerado um ciclo insuportável de transferências;
  1. Desafio da continuidade. Se tem um lugar que gosta e precisa de desenvolver projetos é a igreja. O problema não é iniciar, mas desenvolver e não deixar morrer. Tudo começa de forma empolgante, mas com o decorrer do tempo, o desânimo e falta de compromisso se tornam a marca daquilo que era algo “do reino”. O pastor às vezes precisa assumir postos abandonados e isso se torna algo que consome tempo e energia;
  1. Desafio de lidar com a insatisfação. O contentamento descrito por Paulo na Carta aos Filipenses (4.10-13), deveria ser a marca do cristão, mas na prática isso se verifica de forma bem superficial. A insatisfação traz para o ministério pastoral um cansaço, pois por detrás da murmuração existe uma cobrança infernal por resultados.

O refúgio pastoral deve ser a oração constante. Paulo diz em I Ts 5.17: “Orai sem cessar”. Essa carta de Paulo destaca que o crente verdadeiro tem como única esperança a expectativa da volta de Cristo. Neste contexto, Paulo fala, dentre outros desafios, o da oração. Orar sem cessar é um dos meios de graça até que Ele venha!

 

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