Michel Augusto

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Feliz páscoa, um futuro juízo.

Por Michel Augusto

                Quando chegamos no período natalino e da páscoa, somos interceptados na rua com a frase “feliz natal” ou “feliz páscoa”. Essas felicitações se tornaram clichês destituídos do real significado bíblico-teológico da natalidade, morte e ressurreição de Cristo. Numa sociedade pluralista, mestre em usar símbolos religiosos como mercadoria, termos centrais da fé cristã se vulgarizam, caindo no senso comum cultural.

               A ressurreição é uma esperança do reino de Deus presente, mas do reino futuro. Fundamenta a nossa existência como povo de Deus, restaurado pela morte expiatória particular de Cristo. É o fundamento da fé cristã, existência da igreja e juízo futuro. “A explicação de Paulo sobre o propósito da ressurreição, que não apenas serve de base para a existência da igreja, mas também garante o futuro do juízo do mundo (Jo 5.28,29), inclusive dos que vivem na “ignorância do Deus vivo. Mais uma vez, o querigma deixa os ouvintes sem desculpa. A ressurreição implica a veracidade do senhorio de Cristo, e os apóstolos se esforçaram ao máximo para torná-la relevante para cada pessoa, fosse em Jerusalém, o centro religioso do antigo reino, fosse em Atenas, o centro filosófico da superpotência pagã[1]”.

                A mensagem pós-moderna é altamente espiritualista. Se na modernidade vivemos sob os auspícios da razão pura, no momento atual, vivemos o dilema da espiritualidade subjetiva. Precisamos acentuar os contornos conceituais da fé, para que a mesma não seja desvirtuada nos ambientes públicos. Ele é privada, mas deve ser publicada e defendida de forma correta.

É um cristão reformado calvinista. Doutorando em Teologia pelas Faculdades EST (Teologia Prática) – bolsista CAPES. Mestre em Teologia pelas Faculdades EST (Teologia Prática). Mestre em Teologia, (Novo Testamento) pela Faculdade Teológica Cristã do Brasil. Bacharel em Teologia pelo Seminário Batista (SBJN). Bacharel em Direito pelo Centro Universitário IESB.

É professor de Teologia Prática na FTRB – Faculdade Teológica Reformada de Brasília. Advogado na área de direito eclesiástico.  Pastor da Igreja Batista Nacional Deus é Luz. Membro da Ordem de Pastores Batistas Nacionais/DF e OAB/DF.

Áreas de pesquisa: Teologia Prática (homilética – sermão expositivo), Teologia da Musicalidade, Mídia e Religião e Teologia do Novo Testamento.

[1] STRACHAN, Owen. Profetas, sacerdotes e reis. Uma breve teologia bíblica do ministério pastoral. In: VANHOOZER, Kevin; STRACHAN, Owen. O pastor como teólogo público. Recuperando uma visao perdida. São Paulo: Editora Vida Nova, 2016, p. 83.

 

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