Michel Augusto

Month: fevereiro 2016

Qual é o ministério mais importante? O que cuida do povo entre quarto paredes ou o que sai e proclama fora?

Por Michel Augusto

 

Diante dos desafios de sermos uma igreja autenticamente bíblica, temos demandas internas, ligadas à edificação da comunidade e externos, que são voltados para a proclamação das boas novas ao mundo. Diante disso, surge a pergunta: qual ministério é mais importante? Aquele que cuida da comunidade ou o que proclama a palavra fora das quarto paredes?

 

  1. Na verdade, não existe um ministério mais relevante que o outro. O serviço cristão se completa com a diversidade ministerial. Paulo aos Coríntios (capítulo 12), descreve a unidade orgânica da igreja. O texto é claro ao descrever o propósito da unidade no contexto da diversidade ministerial. E diga-se de passagem, essa diversidade foi criada por Aquele que concedeu os dons;
  2. O ministério que trabalha internamente cumpre um ofício de edificação comunitária tão importante quanto aquele que serve a Cristo fora das quatro paredes;
  3. Há uma tendência malígna de quem exerce o ministério fora das quatro paredes, de se ufanar da sua condição de pregador aos perdidos e também um perigo de quem trabalha internamente, se esquecer da missão da igreja. Agora, nenhum e nem outro tem o direito de menosprezar o trabalho cristão alheio;
  4. Outro problema que surge no contexto do ministério fora das quatro paredes, é o desprezo que se gera no tocante ao trabalho interno. A comunidade deixa de ser relevante para aqueles que encontraram na missão uma oportunidade de respirar os ares do cumprimento da vontade de Cristo. Ledo engano!

 

A fé só pode ser completa caso contemple os desafios evangelísticos e a ação comunitária. O desafio de Paulo ao escrever aos Coríntios era, entre outros, trabalhar o orgulho no tocante à espiritualidade. Esse é um problema recorrente na igreja cristã. A missão pode desintoxicar o crente na sua relação doentia de viver sentado no banco, mas pode gerar um orgulho missionário e um despeito pelo trabalho interno comunitário. Os dons espirituais podem e devem ser vividos, levando em consideração a unidade necessária em meio à diversidade ( 1 Co 12.1-31)